quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Não sou uma mulher com câncer. Sou uma mãe em um tratamento punk administrando a chegada da adolescência de um filho, com todos os seus hormônios, angústias, descobertas, alegrias, tristezas e um caçula cheio de energia e peraltice. Estou debilitada em meio a deveres de casa, advertências, paixonites, pesquisas, futebol, desenhos, skates, bicicletas, lanches, basquete, decepções, alegrias, frustrações,
playstations, aniversários, amiguinhos, primos, resfriados, machucados, cáries, furos de orelha, tênis, chuteiras e uniformes. Então, para àquela médica da perícia que disse que a partir do diagnóstico meu mundo deveria ser cor de rosa...sinto muito: ele continua azul com bolinhas brancas. E não! Você não sabe o que sinto e sim, nós estamos seguindo em frente.
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