quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Não sou uma mulher com câncer. Sou uma mãe em um tratamento punk administrando a chegada da adolescência de um filho, com todos os seus hormônios, angústias, descobertas, alegrias, tristezas e um caçula cheio de energia e peraltice. Estou debilitada em meio a deveres de casa, advertências, paixonites, pesquisas, futebol, desenhos, skates, bicicletas, lanches, basquete, decepções, alegrias, frustrações,
playstations, aniversários, amiguinhos, primos, resfriados, machucados, cáries, furos de orelha, tênis, chuteiras e uniformes. Então, para àquela médica da perícia que disse que a partir do diagnóstico meu mundo deveria ser cor de rosa...sinto muito: ele continua azul com bolinhas brancas. E não! Você não sabe o que sinto e sim, nós estamos seguindo em frente.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
O que temos para hoje...
Dia 17 de dezembro me submeti à uma mastectomia. Mais um passo para a cura do câncer. Depois da quimioterapia e deste repouso para a recuperação e cicatrização, estou aqui tentando me reencontrar dentro deste corpo redefinido por uma doença. Não sabia que ia doer tanto...A gente não consegue se reconhecer no espelho...mas, graças a Deus, a gente se encontra no olhar das pessoas que nos amam. O que tem para hoje? Um pouquinho de tristeza.😞
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